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Eu, Robô: Um Mundo sem Empregos

Eu, Robô: Um Mundo sem Empregos

 

Além de sobreviver à crise econômica atual, as empresas precisam se preparar para mais uma revolução industrial.

Queda nos salários, aumento dos impostos e um salto nos índices de falta de empregos. Pessoas com formação superior, especia­lização e até mesmo doutorado trabalhando em empregos menores, como balconista de lanchonete e vendedor de shopping. Nos escritórios, em vez de ternos, gravatas e saltos, encontramos aço cromado e materiais revestidos. Os bons empregos passaram a ser ocupados por robôs, que desempenham as mesmas fun­ções que antes eram realizadas por seres humanos, mas com um custo muito menor.

Para quem já sofre o efeito da crise econômica atual nos negócios, a única saída é ficar preparado. Essa imagem “apocalíptica” pode ser mais do que uma previsão esdrúxula, feita por um vidente pessimista. Estudos apontam que a próxima revolução industrial será o terceiro round da luta humanos versus máquinas.

Motoristas, atendentes de telemarketing, corretores, carteiros… Vários empregos podem ser extintos. Então, como podemos nos preparar e evitar a substituição por máquinas com inteligência artificial?

Para o palestrante, coach, administrador de empresas e professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas, Alexander Baer, os negócios necessitam se reinventar nos dias atuais. “É preciso olhar a crise como uma grande oportunidade. Se as empresas ficarem como estão, vão quebrar mesmo. Hoje elas são obrigadas a reduzir os seus custos e, no mínimo, buscar o desperdício base zero. Existem muitos recursos investidos no que não agrega valor ao cliente, ou seja: é dinheiro jogado no ralo. Portanto, os processos devem ser revistos por meio de programas de gestão da qualidade. É necessário mudar a cultura e a forma de pensar e agir. Inovar é a pa­lavra-chave e inovação vem apenas de gente”, salientou.

O princípio da inovação é compartilhado pelo professor doutor da Universidade de São Paulo, Edgard Bruno Cornacchione Júnior, em seu trabalho “Muito além de números: Desafios para a conta­bilidade – 2015 a 2030”, no qual aponta a extinção de diversos tipos de emprego e o desafio de se fazer contabilidade em um mundo onde as relações de negócios estão se transformando. Em suas palestras pelo Brasil, Cornacchione afirma acreditar em três mega tendências: fim do trabalho, um novo contrato social e a extinção do professor. “Como a contabilidade é a representação da sociedade em números, ela também deverá mudar e o grande desafio é estar preparado para isso”, sentencia.

De acordo com o administrador, consultor e mestre, Sérgio Lopes, para sobreviver na crise e acompanhar esta nova revolução industrial, as empresas devem ampliar o uso da tecnologia não só na etapa de produção, em busca de maior produtividade, mas, também nos processos de apoio à gestão, para ganharem maior velo­cidade, visibilidade e escala no atendimento ao mercado. Vivemos uma nova revolução industrial totalmente apoiada nos avanços tecnoló­gicos que estão ocorrendo global e rapidamente. A empresa que não se ajustar às novas demandas perderá, sem dúvida, o “bonde da história”. Por outro lado, em se tratando de Brasil, poucas inovações no modelo de gestão de pessoas podem ser implementadas, dada a rigidez de nossa legislação trabalhista, que fica mais sensível ainda com a entrada em vigor das obrigações relativas ao eSocial.

“Visualizar hoje o futuro do mercado pode ajudar as empresas a não quebrarem. Creio que este será o caminho, não da futurologia pura e simples, mas, do planejamento estratégico sério e responsável que ajudará as organizações a se prepararem para quando o amanhã chegar, por que este é o papel fundamental do planejamento, como já dizia Peter Drucker. Quanto mais visões de futuro, geradas a partir do exercício contínuo e sistemático do planejamento, mais nichos de mercados, novos negócios e novas alternativas de crescimento as empresas poderão identificar e assim transformarem grandes ameaças em grandes oportunidades.”

Principais erros que as empresas têm cometido:

1    Falta de planejamento;

2    Acomodação;

3    Falta de gestão;

4    Falta de foco em gente;

5    Falta de inovação e criatividade;

6    Falta de pensar e agir fora da caixinha;

7    Falta de visão empreendedora;

8    Falta de líderes;

9    Falta de investimento em formação e capacitação;

10    Falta de buscar novas ferramentas de qualidade, gestão, finanças, projetos, marketing, gestão de pessoas, logística, etc.

 

Fonte: edição n° 102 da Contas em Revista

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Texto extraído da edição n° 102 da Contas em Revista, uma publicação bimestral da Quarup Editorial, cujo conteúdo relevante traz informações e atualizações sobre gestão, RH, obrigações fiscais e tecnologia. É oferecida gratuitamente aos clientes da FISCONNECT. Veja todas as outras edições no nosso blog.

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