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Gestão de Pessoal: Como Lidar Com as Diferenças Entre Gerações

Gestão de Pessoal: Como Lidar Com as Diferenças Entre Gerações

Como as empresas podem identificar e lidar com as diferenças entre as duas gerações para que o trabalho flua de forma harmônica e produtiva?

Atualmente, é difícil encontrar quem não tenha um colega de trabalho que vive conectado a redes sociais, consumindo um grande volume de informação, e, ao mesmo tempo, não lide bem com cobranças e chefes “autoritários e controladores”, preferindo trabalhar no próprio ritmo. O grande interesse deste profissional é trabalhar em algo de que goste e que lhe traga realização profissional e também pessoal. Se você se reconheceu nesta descrição, você provavelmente é um representante da geração Y.

O grande problema para muitas empresas é que nem todos os funcionários, em especial os antigos, e gestores apreciam essas características. Para muitos, é preciso “gostar do que se faz, e não fazer o que se gosta”, o que nem sempre implica trabalhos emocionantes e realizadores. Estes, por sua vez, são os integrantes da geração X.

Especialista no tema, o professor, palestrante e mestre em Comunicação pela PUC-RS, Dado Schneider, explica que, em virtude destas diferenças, os conflitos são inevitáveis. Ele atribui muitas destas trocas de farpas a certa arrogância da geração Y, que nunca foi cobrada pelos pais e hoje não lida bem com figuras que representem autoridades. “A geração X é a última que ainda pegou vestígios do regime militar, aprendeu a se disciplinar e a manter o foco, algo que falta à sua sucessora, porque, com a democratização, houve uma liberdade exacerbada. A Y não foi educada para ingressar no mercado de trabalho e se sente a dona do pedaço, tendo grande dificuldade em trabalhar com algo de que não goste ou aguentar ‘chefes chatos’, sendo controlada ou comandada. A crise econômica pela qual estamos passando ten­de a mudar isso, porque, para manter-se empregada, será preciso frear o ímpeto e desenvolver tarefas das quais não se gosta”, explicou o professor.

A solução apontada por Schneider é investir em comunicação interna, para que ambas as ge­rações possam trocar ideias e entender o que a outra diz, o que proporcionaria mais harmonia e consequente melhora da produtividade. “Há uma crise de linguagem entre as gerações. Falta, de ambas as partes, vontade de se conhecerem. Uma comunicação eficiente minimiza­ria os efeitos destas diferenças de comportamento”, esclarece.

Para quem ainda não conse­guiu se adaptar e não está com pressa para começar, o professor faz uma previsão alarmante: em um ano e meio, a geração Z chegará ao mercado de trabalho – e serão profissionais totalmente diferentes do que vemos hoje, a começar pela ojeriza ao uso do e-mail. Hoje, na maioria das empresas, esta é a principal forma de comunicação para tudo – envia-se e-mail até para marcar um almoço, por exemplo. A questão é: quem vai se adaptar a quem?

Segundo Schneider, a resposta é simples: quem for melhor que a média irá se destacar e conseguirá manter o emprego e até galgar novos postos no trabalho.

Busca por empregos

Esta mudança no objetivo de carreira fez com que novos formatos de negócios surgissem no mercado. Um bom exemplo disso é a 99 Jobs, empresa de recrutamento que, só para começar, já não possui cargos em sua própria estrutura, adotando um modelo horizontal, em que todos têm o mesmo nível de responsa­bili­dade. A representante da organi­za­ção Claudia Mascellani indica a necessidade de uma nova forma de rela­cionar-se com estes jovens. “Muitos negócios pregam que o funcionário precisa ‘vestir a camisa da empresa’, quando, talvez, a maior dificuldade seja que agora a empresa também precisa vestir a camisa dos funcionários. Os profissionais em início de carreira sabem do seu poten­cial e não querem participar de uma organização que não corresponda aos seus valores”, argumenta.

A dica para as empresas é: “Não pare no tempo por medo das novidades”. Mascellani afirma que o mercado de trabalho atual tem uma porcentagem considerável de jovens talentos – e, claro, empresas mais jovens têm mais facilidade em integrar essas gerações. Uma série de empresas mais antigas, no entanto, também já integraram os jovens com sucesso. Para isso, o primeiro passo é focar na capacidade de trabalho e no perfil do funcionário, em vez de se fixar apenas em sua idade. Katherine Coutinho

Gerações brasileiras

A classificação das gerações varia de acordo com cada país, sua cultura e índice de desenvolvimento. No Brasil, as datas são:

 

Período de nascimento

Geração

1945 a 1962

Baby boomer

1961 a 1980

X

1990 a 2000

Y

De 2000 em diante

Z

 

Na mira do Sped Trabalhista: salário “por fora”

Prática constante no mercado de trabalho, o pagamento de parte do salário sem a correta anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social está na mira do eSocial

Um dos pontos mais debatidos na Justiça do Trabalho é o pa­gamento “por fora” – a transferência de um valor diferente do que o funcionário recebe em folha. Além dos arranjos informais, alguns pagamentos legalmente previstos têm inquietado as empresas por não se enquadrarem nas rubricas da folha de pagamentos do eSocial. É o caso de certas bonificações esporá­dicas que, por natureza, não devem sofrer retenção tributária, mas que, em determinado mês, passam a compor a remuneração do trabalhador, que é tributada.De fato, se extras compõem a remuneração do trabalhador, tais valores serão tributados. Segundo a professora Zenaide Carvalho, para cumprir as exigências do Sped Trabalhista, as empresas devem conhecer a legislação, principalmente em seus aspectos trabalhista e previdenciário: “Embora o eSocial seja complexo, sua implantação será bem menos dolo­rosa se a empresa estiver em consonância com as leis”.

Na opinião da consultora Tânia Gurgel, a prática do pagamento de salário “por fora” é comum entre as empresas brasileiras, mas, por conta do cruzamento de dados da Receita Federal, muitas já estão na mira do fisco. “Tal costume configura ilícito nas esferas trabalhista e penal, na medida em que é ca­racterizado como crime contra a ordem tributária, tipificado na Lei nº 8.137/90”, esclarece.

Crime

Gurgel comenta ainda que o salário “por fora” acarreta prejuízo à sociedade, por reduzir a arrecadação à Previdência Social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Tal prática ainda prejudica o trabalhador, pois tais valores não entram para o cálculo de horas extras, adicional noturno, 13º salário, aviso prévio, férias, entre outros. “Em casos de demissão, o empregado recebe um valor menor de FGTS e não são poucas as pessoas que acionam a Justiça do Trabalho por este problema”, argumenta.

Por sua vez, Carvalho enfatiza que o maior agente fiscalizador será o próprio empregado, já que o eSocial permitirá que ele tenha acesso a seus dados em tempo real.

Ao ser questionada se as empresas terão dificuldades em conectar as verbas da folha de pagamento da empresa com as do Sped Trabalhista, Carvalho nega. “É necessário conhecimento em tributação e pagar corretamente o que precisa ser pago. O eSocial não traz leis novas, mas exige o cumprimento do que há hoje em termos de direitos trabalhistas e previdenciários. Assim, é necessário conhecer quando um provento é tributável para fins de Previdência Social, Imposto de Renda e FGTS. Além disso, se­­rão informados ainda os reflexos de determinados proventos – a exemplo de horas extras, descanso semanal remunerado, médias e adicionais – no pagamento de outros, como férias, rescisão, décimo terceiro salário”. Ela adverte que, sem profissionais competentes e conhecedores das leis, haverá dificuldade na implantação das novas regras.

Para evitar problemas, a es­pe­cialista aconselha aos empre­sários identificarem as não con­for­mi­da­des com a legislação vigente. “É imprescindível haver uma capa­ci­ta­ção dos tra­ba­lha­dores envol­vidos, pois o eSocial é multissetorial. Algumas informações virão do departamento ju­rí­dico, outras da área financeira ou contábil. É importante entender de forma sistêmica como o eSocial exige a in­teração de vários setores da em­pre­sa. E a capacitação passa pelo conhe­cimento dos detalhes – inclusive conhecimento de leiautes e tabelas de validação, a fim de evitar autua­ções e bloqueio da Certidão Negativa de Débitos”, explica Carvalho.

Por fim, Gurgel destaca o papel do contador quando o assunto é Sped Trabalhista, porque é de sua responsabilidade resguardar os administradores e a si próprio. “O Brasil está mudando e, a cada dia, as pessoas estão mais evoluídas em termos de legislação. Prova disso é a operação Lava Jato. Em relação ao eSocial, os empreendedores têm de se conscientizar que, se não fi­zerem tudo de acordo com a lei, estarão correndo sérios riscos. Os contadores também podem ser envolvidos caso não tenham uma análise clara do movimento da empresa”, salienta.

Fonte: edição n° 104 da Contas em Revista

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Texto extraído da edição n° 105 da Contas em Revista, uma publicação bimestral da Quarup Editorial, cujo conteúdo relevante traz informações e atualizações sobre gestão, RH, obrigações fiscais e tecnologia. É oferecida gratuitamente aos clientes da FISCONNECT. Veja todas as outras edições no nosso blog.

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