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Inovação: para crescer é preciso inovar

PARA CRESCER É PRECISO INOVAR

Inovação é palavra de ordem no setor empresarial hoje em dia e muitas companhias investem pesado na aplicação deste conceito.

De fato, para se manter no mercado, é necessário estar sempre em busca do novo. “Sempre que houver um desafio, existe uma possibilidade para inovar. A inovação é uma solução diferenciada para atender à necessidade de um usuário”, define a professora Ingrid Paola Stoeckicht, coordenadora do MBA em inovação estratégica da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e presidente do Instituto Nacional de Empreendedorismo e Inovação (Inei). “O termo inovação é muito amplo, pode ser desde uma releitura ou adaptação a algo transformacional”, esclarece o palestrante especializado no assunto, Fernando Kimura.

O professor Luiz Carlos Di Serio, da FGV, define inovação em dois conceitos: novas ideias mais ações que produzem resultados; o uso comercialmente bem-sucedido de uma invenção. “A inovação pode ser incremental (melhoria contínua) ou disruptiva (criar novos mercados para a empresa)”, diz. “Os japoneses pós-guerra tinham produtos de baixa qualidade. Utilizando técnicas combinadas de administração (influência do Juran) e estatística (influência do Deming), conseguiram, através de melhoria contínua, entrar no mercado americano com carros e motos e tornarem-se o maior e melhor produtor do mundo, depois de 20 anos”, complementa.

Ao contrário do que se pensa, inovação não está ligada apenas a aspectos tecnológicos. Pode ser um novo bem ou uma nova qualidade de um bem; um novo método de produção ou de comercialização; a abertura de um novo mercado, tenha esse mercado existido antes ou não; a conquista de uma nova fonte de oferta de matérias-primas ou de bens semimanufaturados; ou o estabelecimento de uma nova organização para o negócio, detalha Di Serio. “A tecnologia traz muitas inovações que influenciam a vida dos seres humanos e do planeta, mas empresas e pessoas podem inovar em comunicação, design, materiais, gestão, processos, medicina, arquitetura, etc. Às vezes a tecnologia está associada a estas mudanças, mas não podemos dizer que isto seja uma constante. Por exemplo, uma empresa com tecnologia de ponta que não olha para o capital humano está sujeita a ter maiores desafios do que aquela que investe em pessoas”, pondera Kimura.

Para Stoeckicht, a gestão da inovação é outro aspecto bastante relevante. “É um modelo de gestão como qualquer outro. Do mesmo jeito que as empresas incorporam gestão de negócios, de marketing ou de pessoas, devem incorporar a de inovação. O que observamos, porém, é que a inovação está mais voltada ao processo tecnológico do que à gestão. Poucos criam estratégias de inovação”, critica.

Além disso, ressalta Kimura, a inovação independe do tamanho da companhia. “Uma pequena empresa, como um barzinho ou um restaurante, pode inovar no atendimento, na forma como divulga os produtos, na decoração, na maneira como se comunica, nas sensações que gera nos frequentadores. A Vila Madalena, em São Paulo, tem grande concentração de bares, mas em cada um deles encontram-se ambientes e públicos totalmente diversos, porque cada qual mantém seu foco”.

Ele defende que, embora a inovação seja um diferencial importante, nem todas as empresas investem tempo ou recursos financeiros em tecnologia, em comunicação ou em reunir uma equipe interna para discutir desafios e encontrar novas saídas. “Fundamental também é ouvir o cliente, entender o que o consumidor busca e adaptar a oferta de produtos ou serviços”, completa.

No entender do palestrante, não adianta ter sistemas de gestão, ferramentas de análises ou estratégias de marketing digital apenas em cumprimento a um protocolo corporativo. O grande desafio das empresas é preparar adequadamente seus profissionais para utilizarem esses instrumentos de forma positiva para incrementar suas vendas e seu relacionamento com os clientes. “Para ser inovadora, a empresa não pode ter um olhar preconceituoso. Precisa buscar a multidisciplinaridade, aumentar o repertório de temas e conhecimento de negócios, entendendo mais sobre as áreas fiscal, marketing, vendas, endomarketing, gestão de pessoas, qualidade de atendimento e do produto, pós-vendas”, reforça.

Casos de sucesso

Di Serio comenta que a Microsoft pode ser tida como empresa inovadora, pois cada nova versão do Windows lançada tem algum grau de melhoria e contribui para aumentar a receita corporativa. Já Kimura considera que muitas empresas determinam metas de novas descobertas para os funcionários, incentivando-os a compartilharem suas ideias e apoiando-os na realização dos projetos sugeridos. Ele cita o exemplo de uma rede de hotéis européia que inverteu a lógica tradicional de valores colocando em primeiro lugar os funcionários, em segundo, a qualidade em todos os processos e, em terceiro, os clientes. “Como o funcionário encontra-se em primeiro lugar, sente-se responsável, garantindo assim a satisfação do cliente”, justifica.

Nas pequenas empresas

Para contribuir com a inovação também nas pequenas empresas, o Sebrae, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criou o programa Agentes Locais de Inovação (ALI). Por meio dele, representantes do CNPq vão aos estabelecimentos cadastrados, colhem informações e, em conjunto com técnicos do Sebrae, identificam onde a empresa pode melhorar sua performance. “Nem sempre é necessário investimento. Às vezes, pequenas ações já garantem bons resultados”, afirma a gestora do Sebrae-SP, Ana Carolina Guimarães Netto. Ela exemplifica com o caso de um restaurante onde os consultores identificaram que a posição do bufê de self-service gerava fila e, por isso, muitos clientes desistiam de comer lá. “A decisão de afastar 50 cm o bufê da parede contribuiu para um aumento de 50% na frequência do local”, conta.

O programa ALI, porém, já está com o número de empresas fechado para esta etapa e ainda não há previsão de abertura de uma nova edição.

Fonte: edição n° 105 da Contas em Revista

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Texto extraído da edição n° 105 da Contas em Revista, uma publicação bimestral da Quarup Editorial, cujo conteúdo relevante traz informações e atualizações sobre gestão, RH, obrigações fiscais e tecnologia. É oferecida gratuitamente aos clientes da FISCONNECT. Veja todas as outras edições no nosso blog.

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